Se Liga no Texto

Onde a leitura e a tecnologia modificam o modo de pensar.

Olá, mundo!

maio15

  

Bem-vindo ao nosso Blog!

Essa é a primeira postagem, porém a nossa história começou há algum tempo e não poderia ser perdida. Portanto, consideramos importante trazer os dois primeiros temas desenvolvidos que deram início a um projeto, agora reformulado.


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Você sabia …

maio20

Em 2010, o vulcão Eyjafjallajökull pode ter deixado os irlandeses acometidos de pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconióticos. Complicado?

Essa palavra ganhou registro oficial pela primeira vez em 2001, no Dicionário Houaiss, como sendo a maior palavra da Língua Portuguesa. Refere-se à doença pulmonar aguda causada pela respiração de cinzas vulcânicas. Sendo, no entanto, uma palavra composta por uma amalgama de síndromes, duplicando a definição que corresponde à doença silicose.  Não obstante, o fato de ser uma palavra fictícia, como se encontra dicionarizada, tornou-se dessa forma a maior palavra da língua portuguesa registrada em dicionário.

NOTA – amalgama de síndromes – é  a composição em que se misturam de forma arbitrária e imprevista dois ou mais lexemas.

13 de Maio – “Libertação dos Escravos no Brasil”, ou “Abolição da Escravatura”

maio13

Hoje, comemora-se também o dia da “Libertação dos Escravos no Brasil”, ou “Abolição da Escravatura”. Nesta data, no ano de 1888, era assinada a “Lei Áurea” pela Princesa Isabel, pondo fim à vergonha da escravidão negra no Brasil.

Não poderíamos deixar de citar o grande poeta do Romantismo – Castro Alves (1847-1871), também conhecido como poeta dos escravos. Entre suas obras destaca-se Navio Negreiro, seu mais conhecido poema abolicionista. Porém, Vozes D’África apresenta igual beleza, além do mesmo discurso comovente contra a injustiça, que notabilizou o artista romântico. O poeta escreve em primeira pessoa, como se ele próprio fosse o continente africano, que clama a Deus por ajuda e pelo fim de um sofrimento ancestral.  Abaixo, você lerá parte do poema.

Vozes d’África 

Deus! ó Deus! onde estás que não respondes?
Em que mundo, em qu’estrela tu t’escondes
Embuçado nos céus?
Há dois mil anos te mandei meu grito,
Que embalde desde então corre o infinito…
Onde estás, Senhor Deus?…

Qual Prometeu tu me amarraste um dia
Do deserto na rubra penedia
— Infinito: galé! …
Por abutre — me deste o sol candente,
E a terra de Suez — foi a corrente
Que me ligaste ao pé…

O cavalo estafado do Beduíno
Sob a vergasta tomba ressupino
E morre no areal.
Minha garupa sangra, a dor poreja,
Quando o chicote do simoun dardeja
O teu braço eternal.
Minhas irmãs são belas, são ditosas…
Dorme a Ásia nas sombras voluptuosas
Dos haréns do Sultão.
Ou no dorso dos brancos elefantes

Embala-se coberta de brilhantes
Nas plagas do Hindustão.

Por tenda tem os cimos do Himalaia…
Ganges amoroso beija a praia
Coberta de corais …
A brisa de Misora o céu inflama;
E ela dorme nos templos do Deus Brama,
— Pagodes colossais…
[...]

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Mafalda no dia das mães

maio13

Para entender as tirinhas precisamos fazer inferências, pressuposições, compreender mensagens implícitas…

Nessa tira da Mafalda, em especial, precisamos conhecer uma característica da personagem - detestar sopas, e associar esse fato ao Dia das Mães (quando por hábito os filhos almoçam com elas). Somente dessa forma, conseguiremos compreender a fala da personagem no último quadrinho.

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Homenagem as Mães

maio13

Para Sempre 

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.

Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Carlos Drummond de Andrade

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