Se Liga no Texto

Onde a leitura e a tecnologia modificam o modo de pensar.

Volta às aulas

março11

Depois de férias quase que intermináveis, enfim, voltamos às aulas. Mas será que sempre foi assim?

As férias escolares foram criadas há mais de 2000 anos AC pelos espartanos, na antiga Grécia. Naquela época, os meninos eram educados pelo Estado em colégios internos e ganhavam alguns dias de descanso, chamado férias, para visitarem as suas famílias. Mas o sentimento de volta às aulas deles não era diferente das expectativas dos estudantes de hoje.

Nossos alunos estão sempre bem empolgados, sentem mil ansiedades ao rever os amigos que não viam desde o ano letivo passado, conhecer gente nova, além da curiosidade para saber se caíram na mesma turma com aquele amigo inseparável…

Nós, professores, também ficamos ansiosos pensando em planejar atividades, criar aulas motivadoras, e assim, tornar o ano letivo rico não só em conteúdos, mas também em relacionamentos.

Dentro dessas expectativas, inicio minhas atividades com uma anedota (uma breve história, de final engraçado e, às vezes, surpreendente, cujo objetivo é provocar risos em quem a ouve ou lê. É um recurso humorístico utilizado na comédia e também na vida cotidiana) que aborda um assunto da minha área de atuação.

“A professora entra em sala se apresenta, faz uma brincadeira e em poucos minutos os alunos estão relaxados e prontos para começar a aprender. A aula inicia e a professora faz algumas perguntas:
- Fabio me diga um verbo.
E ele disse:
- ‘Prastico’
- Não se diz prastico se diz plástico e plástico não é um verbo.
- Fabiane me fala um verbo:
- ‘Bicicreta’
- Não se diz bicicreta se diz bicicleta e bicicleta não é um verbo.

- Joãozinho me fala um verbo:
- Hospedar
- Isso Joãozinho! Agora me fala uma frase com hospedar:
O rosto de Joãozinho se ilumina e ele conclui feliz:

- ‘Os pedar da bicicreta é feito de prastico’
Nesse exato momento a professora sente que terá um longo ano pela frente, as férias terminaram.”

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Cordel

dezembro24

Uma das mais legítimas expressões culturais do nosso povo é a denominada Literatura de Cordel, portanto escolhemos o trabalho de Zé Maria de Fortaleza e Arievaldo Viana para apresentá-la.

 

A DIDÁTICA
DO CORDEL
 

Nessas sextilhas que têm
Métrica, rima e oração
Vamos falar do cordel
Poesia do sertão
Que já virou ferramenta
Usada na educação.

A poesia reflete
Em um divino painel
Nós que somos cordelistas
Usando tinta e papel
Vamos falar do que existe
Na didática do cordel.

É preciso seguir regras
Para escrever folhetos
Bem diferentes daquelas
Usadas pelos sonetos
Que é sempre dividido
Em quartetos e tercetos.

O QUE É CORDEL

É uma literatura
Cujos temas hoje são
Aproveitados na música
Cinema e televisão
O seu valor literário
É de uma grande expansão

Vai da história real
Até as lendas e mitos
E com essa acepção
Escritores eruditos
Com essa literatura
Enriquecem seus escritos

O cordel no mundo inteiro
Está chamando atenção
Em teses de doutorado
E de pós-graduação
É, nos Estados Unidos
Na Rússia, França e Japão.

Do humilde chão da feira
E do simplório barbante
O cordel evoluiu
Segue rota triunfante
Estudar esse fenômeno
É um caso interessante.

DE ONDE VEIO
O CORDEL
 

Não se sabe exatamente
O cordel de onde veio
Alguns afirmam que os mouros
Lhe serviram de correio
Até a Península Ibérica
E de lá pra o nosso meio.

Pois lá na Península Ibérica
Cordão se chama cordel
Onde eram penduradas
As folhinhas de papel
Nascendo daí o nome
Desta cultura fiel.

COMO CHEGOU
AO BRASIL

O cordel viajou sempre
Nessa marcha cultural,
Conduzindo a influência
Da cultura oriental
Embora o seu nome seja
De origem provençal.

Menestréis da Idade Média
Narravam grandes contendas
Batalhas de Carlos Magno
E traços de velhas lendas
Trazidas lá das Arábias
Em originais parlendas.

O cordel sempre cresceu
Numa dimensão tamanha
Espalhou-se pela França
Em Portugal e Espanha
A existência dos fatos
Lhe servindo de campanha

A viagem que Américo
Vespúcio, fez ao Brasil
Foi decantada em cordel
Trazendo alegrias mil
Narrando todos os fatos
Sem faltar vírgula nem til.

 

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Para refletir

agosto27

É muito conveniente se jogar a culpa no destino ou deixar a vida nos levar, já que, como muitos dizem, o futuro a Deus pertence. É isso que muitas pessoas pensam, pois é difícil saber o que se quer da vida ou aonde se quer chegar. Mas delinear o futuro não é um bicho de sete cabeças, contudo é necessário muita reflexão para se estabelecer os objetivos que se deseja alcançar. Além disso, dependemos de motivação – precisamos sonhar, pois a partir dos sonhos construímos nossos desejos, agimos e transformamos o abstrato em concreto.
Apresento um texto de Luis Fernando Veríssimo, que dará partida a uma série de ações conjuntas em busca de mudanças.

Teresa Cristina

Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida…

Um dia, quando os funcionários chegaram para trabalhar, encontraram na portaria um cartaz enorme, no qual estava escrito:

“Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida na Empresa. Você está convidado para o velório na quadra de esportes”.

No início, todos se entristeceram com a morte de alguém, mas depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava atrapalhando sua vida e bloqueando seu crescimento na empresa. A agitação na quadra de esportes era tão grande, que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório. Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a excitação aumentava:

- Quem será que estava atrapalhando o meu progresso ?
- Ainda bem que esse infeliz morreu !

Um a um, os funcionários, agitados, se aproximavam do caixão, olhavam pelo visor do caixão a fim de reconhecer o defunto, engoliam em seco e saiam de cabeça abaixada, sem nada falar uns com os outros. Ficavam no mais absoluto silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma e dirigiam-se para suas salas. Todos, muito curiosos mantinham-se na fila até chegar a sua vez de verificar quem estava no caixão e que tinha atrapalhado tanto a cada um deles.

A pergunta ecoava na mente de todos: “Quem está nesse caixão”?

No visor do caixão havia um espelho e cada um via a si mesmo… Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: VOCÊ MESMO! Você é a única pessoa que pode fazer a revolução de sua vida. Você é a única pessoa que pode prejudicar a sua vida. Você é a única pessoa que pode ajudar a si mesmo. “SUA VIDA NÃO MUDA QUANDO SEU CHEFE MUDA, QUANDO SUA EMPRESA MUDA, QUANDO SEUS PAIS MUDAM, QUANDO SEU(SUA) NAMORADO(A) MUDA. SUA VIDA MUDA… QUANDO VOCÊ MUDA! VOCÊ É O ÚNICO RESPONSÁVEL POR ELA.”

O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos e seus atos. A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença. A vida muda, quando “você muda”.

Luis Fernando Veríssimo


É com muita alegria que apresento o vídeo produzido pelas alunas Lueny, Thamires e Kathlen, da turma 1902 da Escola Municipal Acre, que se mobilizaram para enriquecer o tema desenvolvido.


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O jogo do consumo

agosto27

Nos dias de hoje, cada vez mais faz parte de nossas vidas a “cultura do comprar” ligada diretamente a “ideia de felicidade” – somos felizes quanto mais consumirmos. Porém, como cidadãos conscientes, devemos ser mais responsáveis. É importante nos preocuparmos não só com bem-estar momentâneo – quando saímos as compras, mas buscar um ponto de equilíbrio entre aquilo que é realmente necessário e o simples impulso do ter.

Devemos consumir com responsabilidade e não pensarmos apenas na satisfação pessoal. Mais de que maneira? Em primeiro lugar, conhecer nossos direitos enquanto consumidores; depois, tendo uma opinião própria sobre o assunto e, finalmente, não sentir culpa ao usar a liberdade de escolha. Dessa forma, dificilmente seremos pegos pelas armadilhas de boas propagandas.

O filme “Amor Por Contrato” é um excelente exemplo, pois trata esse assunto sem sutilezas, deixando claro o jogo de consumo imposto pelas empresas que visam vender produtos aliando a felicidade ao pode de compra. Vale apena conferir!

Teresa Cristina

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