Se Liga no Texto

Onde a leitura e a tecnologia modificam o modo de pensar.

Foi dito …

março12

“Todos lemos [...] Para vislumbrar o que somos e onde estamos. Lemos para compreender, ou para começar a compreender. Não podemos deixar de ler. Ler, como respirar, é nossa função essencial”

Alberto Manguel

(1948), jornalista e escritor argentino

 

Volta às aulas

março11

Depois de férias quase que intermináveis, enfim, voltamos às aulas. Mas será que sempre foi assim?

As férias escolares foram criadas há mais de 2000 anos AC pelos espartanos, na antiga Grécia. Naquela época, os meninos eram educados pelo Estado em colégios internos e ganhavam alguns dias de descanso, chamado férias, para visitarem as suas famílias. Mas o sentimento de volta às aulas deles não era diferente das expectativas dos estudantes de hoje.

Nossos alunos estão sempre bem empolgados, sentem mil ansiedades ao rever os amigos que não viam desde o ano letivo passado, conhecer gente nova, além da curiosidade para saber se caíram na mesma turma com aquele amigo inseparável…

Nós, professores, também ficamos ansiosos pensando em planejar atividades, criar aulas motivadoras, e assim, tornar o ano letivo rico não só em conteúdos, mas também em relacionamentos.

Dentro dessas expectativas, inicio minhas atividades com uma anedota (uma breve história, de final engraçado e, às vezes, surpreendente, cujo objetivo é provocar risos em quem a ouve ou lê. É um recurso humorístico utilizado na comédia e também na vida cotidiana) que aborda um assunto da minha área de atuação.

“A professora entra em sala se apresenta, faz uma brincadeira e em poucos minutos os alunos estão relaxados e prontos para começar a aprender. A aula inicia e a professora faz algumas perguntas:
- Fabio me diga um verbo.
E ele disse:
- ‘Prastico’
- Não se diz prastico se diz plástico e plástico não é um verbo.
- Fabiane me fala um verbo:
- ‘Bicicreta’
- Não se diz bicicreta se diz bicicleta e bicicleta não é um verbo.

- Joãozinho me fala um verbo:
- Hospedar
- Isso Joãozinho! Agora me fala uma frase com hospedar:
O rosto de Joãozinho se ilumina e ele conclui feliz:

- ‘Os pedar da bicicreta é feito de prastico’
Nesse exato momento a professora sente que terá um longo ano pela frente, as férias terminaram.”

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Cordel

dezembro24

Uma das mais legítimas expressões culturais do nosso povo é a denominada Literatura de Cordel, portanto escolhemos o trabalho de Zé Maria de Fortaleza e Arievaldo Viana para apresentá-la.

 

A DIDÁTICA
DO CORDEL
 

Nessas sextilhas que têm
Métrica, rima e oração
Vamos falar do cordel
Poesia do sertão
Que já virou ferramenta
Usada na educação.

A poesia reflete
Em um divino painel
Nós que somos cordelistas
Usando tinta e papel
Vamos falar do que existe
Na didática do cordel.

É preciso seguir regras
Para escrever folhetos
Bem diferentes daquelas
Usadas pelos sonetos
Que é sempre dividido
Em quartetos e tercetos.

O QUE É CORDEL

É uma literatura
Cujos temas hoje são
Aproveitados na música
Cinema e televisão
O seu valor literário
É de uma grande expansão

Vai da história real
Até as lendas e mitos
E com essa acepção
Escritores eruditos
Com essa literatura
Enriquecem seus escritos

O cordel no mundo inteiro
Está chamando atenção
Em teses de doutorado
E de pós-graduação
É, nos Estados Unidos
Na Rússia, França e Japão.

Do humilde chão da feira
E do simplório barbante
O cordel evoluiu
Segue rota triunfante
Estudar esse fenômeno
É um caso interessante.

DE ONDE VEIO
O CORDEL
 

Não se sabe exatamente
O cordel de onde veio
Alguns afirmam que os mouros
Lhe serviram de correio
Até a Península Ibérica
E de lá pra o nosso meio.

Pois lá na Península Ibérica
Cordão se chama cordel
Onde eram penduradas
As folhinhas de papel
Nascendo daí o nome
Desta cultura fiel.

COMO CHEGOU
AO BRASIL

O cordel viajou sempre
Nessa marcha cultural,
Conduzindo a influência
Da cultura oriental
Embora o seu nome seja
De origem provençal.

Menestréis da Idade Média
Narravam grandes contendas
Batalhas de Carlos Magno
E traços de velhas lendas
Trazidas lá das Arábias
Em originais parlendas.

O cordel sempre cresceu
Numa dimensão tamanha
Espalhou-se pela França
Em Portugal e Espanha
A existência dos fatos
Lhe servindo de campanha

A viagem que Américo
Vespúcio, fez ao Brasil
Foi decantada em cordel
Trazendo alegrias mil
Narrando todos os fatos
Sem faltar vírgula nem til.

 

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Mensagem Natalina

dezembro24

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