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A importância da aprendizagem em nossas vidas

maio15
quinta-feira, 10 de março de 2011

Dez razões para não “colar” na escola!

A mania de colar tornou-se quase universal entre nossos alunos e estudantes.Há um consenso coletivo favorável à cola, do primário à universidade. Penso que não podemos nos acomodar ao mal nem perder a esperança de encontrar uma solução para os problemas.Apresento a seguir algumas razões pelas quais não se deve colar:

Primeira: porque é feio e deselegante chegar à universidade sem o gosto de estudar.Quem cola não tem amor à cultura nem senso do dever e responsabilidade pelo bem comum.Quem passa colando é uma pessoa despreparada, irresponsável e até perigosa socialmente. A cola é a ética do jeitinho e do levar vantagem em tudo em nível escolar.

Segunda: porque a cola é uma mentira, isto é, apresento uma coisa como minha, mas na verdade é de outrem. Estou dizendo sim para uma coisa que na verdade deveria dizer não.É próprio da inteligência tender para a verdade.A cola é uma ofensa à inteligência e à verdade. É uma das tantas corrupções já internalizadas na consciência estudantil.

Terceira: porque cola é um roubo, apresento como meu e como minha sabedoria aquilo que é esforço do outro. Acostumar-se a colar é acostumar-se a usar o que é dos outros. A infidelidade nas coisas pequenas prepara a infidelidade nas grandes, como:infidelidade à palavra dada, infidelidade à consciência. Não possso ter meriyo nem diploma quando sei que não estudei e, portanto, não mereço credibilidade, porque não sei a matéria e o tema exigido.

Quarta: porque a cola fomenta “ a lei do menor esforço” e a preguiça. O esforço e o sacrifício são necessários para a formação de uma personalidade sadia, pois quem semeia vento colhe tempestade. Devemos nos educar para a fidelidade e não para a facilidade.

Quinta: porque a cola é um perigo social contra o bem comum.O engenheiro que passa colando pode ser a causa do desabamento de um prédio, de uma ponte, etc., ninguém quer ser operado por um médico que passou colando, nem aceita como advogado aquele ou aquela que foi incapaz de defender sua real ignorância colando dos outros.

Sexta: porque a cola leva ao desperdício do tempo.A psicologia do colador é esta:posso divertir-me, ver televisão à vontade, jogar futebol, namorar, et.,porque na prova saberei dar um “ jeitinho”. Com isso se esbanja a preciosidade do tempo, consagra-se a mediocridade e justifica-se desde de cedo a desonestidade.

Sétima: porque a cola aumenta a já calamitosa superficialidade e ignorância cultural. O nível de estudo e cultura só tende a diminuir e com ele aumenta a falta de cultura que é um perigo social. A cola nos desobriga a pensar. A cola é uma alienação cultural, um atraso.

Oitava: porque a filosofia da cola impede o avanço cultural do povo,favorece o analfabetismo. Pelo costume da cola, a “massa jovem” continua alienada, desligada e sem a ciência e a cultura que revolucionou um povo.

Nona: porque a cola vem confirmar a tese dos que dizem ser a escola uma instituição alienante.A mania de colar pode ser sintoma de uma filosofia educacional decadente e falaz. É preciso rever a modalidade de avaliação de nossas escolas.

Décima: porque o professor que incentiva ou aprova a cola não é um educador. Tal comportamento é desonesto e contra a ética profissional. Religiosamente falando, a cola é um pecado de mentira, preguiça, roubo, irresponsabilidade.

Dom Orlando Brande-bispo de Joinville-SC

Não nascemos sabendo

Nós, humanos e humanas, somos portadores de um “defeito” natural que acaba por se tornar nossa maior vantagem: não nascemos sabendo!

Por isso, do nascimento ao final da existência individual, apren­demos (e ensinamos) sem parar; o que caracteriza um ser humano é a capacidade de inventar, criar, inovar e isso é resultado do fato de não nascermos já prontos e acabados. Aprender sem­pre é o que mais impede que nos tornemos prisioneiros de situ­ações que, por serem inéditas, não saberíamos enfrentar.

Aqueles entre nós que imaginarem que nada mais precisam aprender ou, pior ainda, não têm mais idade para aprender, já estão se enclausurando dentro de um limite que desumaniza e, ao mesmo tempo, torna frágil a principal habilidade humana: a audácia de escapar daquilo que parece não ter saída.

A educação é vigorosa quando dá sentido grupal às ações individuais, isto é, quando se coloca a serviço das finalidades e intenções de um grupo ou uma sociedade; uma educação que sirva apenas ao âmbito individual perde impulso na estruturação da vida coletiva, pois, afinal de contas, ser humano é ser junto, e aquilo que aprendemos e ensinamos tem de ter como meta principal tornar a comunidade na qual vivemos mais apta e fortalecida. [...]

Quem não estiver aberto a mudanças e comprometido com questões de novos aprendizados estará fadado ao insucesso pro­fissional e pessoal. Vale sempre lembrar a frase do fictício dete­tive chinês Charlie Chan: “Mente humana é como paraquedas; funciona melhor aberta” [...]

Mario Sérgio Cortella.

Baseado nos textos “Dez razões para não “colar” na escola”, “Não nascemos sabendo” e no vídeo acima, deixe sua opinião  sobre a importância da aprendizagem e das novas tecnologias para aquisição de conhecimentos.

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